RIQUEZA DOBRA O CORAÇÃO
Um dia, Jesus convidou Pedro para dar uma volta pelo mundo para ver como ia o povo de Deus. E sairam os dois, de lugar em lugar.
No tardar do dia, chegaram a uma casa, e Pedro disse:
- Senhor, é melhor a gente pedir pousada por aqui, porque ninguém sabe se encontra outra nesta travessia.
E os dois se aproximaram da casa.
- Oi de casa!
- Oi de fora! Amigos, vão entrando.
- O senhor pode dar um rancho a dois viajantes?
- A casa é pobre, mas dá para nós todos. Mulher, aumente a água do feijão e vamos ajeitar uma bóia para estes viajantes.
E o dono da casa, Antônio Simão, puxou uma esteira e ofereceu àgua para Jesus e Pedro lavarem os pés. E começaram a conversar.
- Então, como vai este mundo por onde passaram?
- Muito pasto e pouco rasto de trabalhador, seu Antônio. Quando a gente sai da capineira, entra no canavial. E o povo; encurralado. As terras não são usadas para plantar alimento. Não vimos um caixão cheio de farinha. Nenhum depósito cheio de legumes.
- Moço, a dor e lá é a dor de cá. Aqui a pobreza tá se acabando. E a carestia! Ninguém aguenta mais. Pelo jeito que estou vendo, o povo vai comer capim, se Deus não der um jeito... Mas Deus é Pai.
- Pronto, Antônio, avisou a mulher. Chama os homens e vem comer. Tá pronto o café. Vão desculpando que a coisa anda a perigo.
Comeram, agradeceram a Deus e continuaram a conversa até o cantar dos passarinhos. Então Jesus convidou Pedro a continuarem a viagem.
- Pedro, vamos continuar nossa viagem. Temos muita estrada pela frente.
- Não senhor, disse Antônio Simão. Os companheiros vão ficar pelo menos uma semana mais nós.Gostei muito da sua prosa.
- Seu Antonio, a prosa tá boa mesmo, , mas precisamos fazer nossa obrigação, respondeu Jesus. E escute a minha recomendação: - Eu vim fazer a obra do Pai. e a obra do Pai é reunir num só povo irmão.
- Mas o povo não quer saber de união não, falou o dono da casa. Tem gente ai que só acredita em dinheiro.
- Sim, seu Antônio. O Pai do céu quer preparar uma mesa farta para o seu povo, como o senhor preparou para nós. Meu Pai criou esta terra para ser o lugar de todos os homens. Ninguém foi criado para viver encurralado não. Homem não é gado não.
- Seu Antônio, quem esta falando é Jesus, explicou Pedro. Nós estamos andando pelo mundo, lembrando isso ao povo. Vamos juntar nossas forças. Vamos fazer a vontade do Pai. Vá conversando essas coisas com seus amigos. Outro dia a gente se encontra.
Daí se despediram, e Antônio Simão disse a Jesus e a Pedro:
- Companheiros, minha casa está sempre às ordens.
Jesus e Pedro continuaram a viagem. No caminho, Pedro foi dizendo a Jesus:
- Tem coisa que Deus faz errada, Senhor.
- Diga uma, Pedro.
- Deus devia fazer esse homem rico. Se ele, na pobreza dele, recebeu a gente tão bem, que dirá se fosse rico.
- Pedro, você não sabe o que está dizendo. Se Antônio Simão enricar, nunca mais olha para nós. A riqueza dobra o coração do homem, Pedro.
- É, pode dobrar o coração de todo o mundo , mas o coração do Antônio, não.
- Você vai ver , homem teimoso.
E continuaram sua missão, de lugar em lugar. Encontraram muita gente como ovelha sem pastor. E muito lobo devorador do povo de Deus.
E aconteceu que Antônio Simão deu para enganar a humanidade, perdeu a fé em Deus, vendeu-se a troco de dinheiro. O certo é que começou a enricar.
Um dia, Jesus convidou Pedro para dar uma volta pelo mundo. E saíram. Quando chegaram naquela região, Jesus disse:
- Está reconhecendo este lugar, Pedro?
- estou, Senhor. Só não tinha aquela fazenda.
- É a fazenda de Antônio Simão. roubou, enganou, se vendeu por dinheiro e agora é rico.
- Ah! Senhor! Hoje vamos passar bem. Vamos comer carne de sol, queijo, coalhada. Deixa ei ir na frente pedir pousada ao nosso amigo.
- Queira Deus tú não pegues hoje uma surra boa, Pedro.
- Deixa de agouro, Senhor!
E Pedro foi na frente. Na entrada da fazenda, estava um vigia que foi logo perguntando:
- O que você quer por aqui?
- Vim pedir uma dormida para mim e um amigo meu.
- Mas o Coronel Antônio Simão não dá pousada a vagabundo não.
- Não somos vagabundo não. Somos amigos de Antônio Simão.
- Dobre a lingua! diga: - Coronel Antônio Simão.
- Pois diga a ele que os amigos dele chegaram.
- Eu vou falar com ele porque você esta pedindo, mas estou certo que ele não vai dar pousada a vocês.
E saiu. Ao entrar na casa da fazendo, foi logo dizendo ao patrão.
- Coronel, ai tem um velho pançudo e amarelo e um cara cabeludo pedindo pousada, dizendo que são seus amigos.
O fazendeiro falou:
- Quando eu era pobre, não tinha amigo. Agora que enriquei, todo o dia chega um amigo e um parente. Mande esses vagabundos entrar e bote eles pra dormir na cocheira dos bichos. E durma lá perto. Podem ser ladrões.
E o vigia levou Pedro e Jesus para a cocheira dos animais. O mosquito tomou conta deles, o frio e a sujeira. E Pedro começou a reclamar :
- Onde viemos parar , Jesus!
- Não disse a você, Pedro? Prepare-se para o pior.
Quando o vigia adormeceu e começou a ressonar, Jesus convidou Pedro para agradecer ao Pai a viagem e começaram a cantar .
O vigia acordou que nem uma serpente. Pegou uma chibata e, chegando perto de Pedro, bateu nele até cansar e reclamou:
Esses vagabundos não dormem e não deixam a gente dormir .Voltou para o seu lugar e dormiu de novo.
Daí Jesus falou para Pedro:
- Vamos continua a nossa obrigação Pedro.
- Não sou doido não senhor. Para apanhar de novo?
- Mas nós temos que continuar.
- Então, vamos trocar de lugar.
- Está feita a troca.
e começaram a cantar. Desta vez o vigia acordou feito uma cascavel e chegou onde eles estavam e disse:
- Este da frente já levou a dele. Agora vou esquentar o couro do detrás.
E Pedro apanhou de novo. Não conseguiram mais dormir.
Ao amanhecer , Pedro convidou Jesus para ir embora, e começaram a arrumar o saco de viagem. Nisso o vigia acordou e perguntou:
- Para onde vão?
- Vamos continuar a viagem.
- Mas primeiro vão pagar ao Coronel Antônio Simão a dormida. Aqui ningiuém dorme sem pagar.
E saiu para falar com o patrão.
- Coronel os dois vagabundos queriam ir embora sem pagar ao senhor.
- Diga a eles que venham aqui.
Quando Jesus e Pedro chegara, o coronel disse:
- Vocês só vão sair daqui quando descascarem 10 carroças de milho e 5 alqueires de arroz.
E Jesus perguntou;
- É só isso? Então coloquem tudo na malhada.
- Depois que tudo foi colocado, Jesus mandou Pedro derramar um pouco de azeite nos quatros cantos do legume e tocar fogo.
- Não senhor, não pode, pode?
- Confie na minha palavra, Pedro.
E Pedro fez o serviço. Com duas horas, estava todo o trabalho pronto. O fogo só queimou a palha do milho e do arroz e deixou são o legume.
Antônio Simão
mandou os dois embora e ficou muito satisfeito com a lição de Jesus. E foi logo dizendo
- Agora só preciso do trabalho do vigia e do tratorista. Os outros trabalhadores podem se mandar. Vamos espalhar todo o milho, o feijão e o arroz na malhada e vamos fazer o que o velho fez.
E mandou fogo. O fogo tomou conta, incendiou depósito, cerca e até morreu o gado.
Pedro e Jesus continuaram a sua viagem e Pedro comentou:
Tem razão Senhor. Já vi que a riqueza dobra o coração do homem.
E olhando para trás, viu o fumaceiro.
- Que fumaceiro é esse?
- Foi Antônio Simão, que resolveu fazer o que nós fizemos, falou Jesus.
Assim toda a riqueza arranjada com roubo, engano e exploração, será destruida um dia pelo fogo.
(adaptado frei Roberto E. Oliveira ) 28/02/2015. 23:05hrs sabado. frio . BOM DESCANSO!
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Bom dia!
Acordei as 4:48hrs pensando em Isaias.
Isaias homem que viva segundo o coração de Deus,tanto que ele comentou muito a respeito da vinda do Messias; tendo condições de usufruir do bom e do melhor foi para o deserto onde se desfez de tudo e viveu por 3 anos nú e descalço e se alimentava do que lhe servia de alimento.(Isaias20:3)
Homem de fino requinte se viu em uma situação na qual ele não esperava, porém; em obediencia ao Senhor, ele se tornou durante tres longos anos um ser desprezível aos olhos da sociedade, mas não perdeu a esperança de que o povo viesse a reconhecer que as suas palavras eram verdadeiras e que se cumpririam.
Isaias foi tremendamente usado para advertir o povo sobre a vinda do MESSIAS, ele não se envergonhou da ordem que Deus lhe deu, apenas obedeceu com resignação.
Outros homens semelhante a Isaias também foram para o deserto e Deus não permitiu que nenhum desistisse da sua jornada no deserto, ao contrário Deus os abençoou grandemente e cumpriu tudo o que fora dito aos profetas.
Nos dias de hoje passamos por desertos tão pequenos que nos apavoramos e queremos resolver da nossa forma sem sequer saber a vontade de Deus em nossa vida, e colhemos os frutos amargos que mancha nossos dentes e deixa um gosto terrivel em nossa lingua, simplesmente por querer resolver as situações adversas que surgem em nosso deserto; não estando pronto para saber a verdadeira vontade de Deus. Analisando o deserto vejo que ele é um lugar desabitado, descampado, solitário, são raros seus frequentadores, é no deserto que refletmos sobre a nossa situação, um lugar de treinamento, lá onde o ESPÍRITO SANTO fala diretamente em seu coração, lá ELE molda a sua vida e é lá que ELE se manifesta em sua vida.
É no deserto que olhamos para cima e aprendemos esperar que virá o nosso socorro.
Assim foi com Isaias que ficou tres anos, Isaias 20:3; Elias, foi para o deserto e enfrentou ventos, terremoto, fogo e depois uma voz macia.(1Reis 19.11-12); Moisés ficou 40 anos no deserto; Jesus passou pelo deserto 40 dias o que representa uma vida inteira. É inevitavel passar pelo deserto, pois é nele e através dele que superamos o nosso egoismos e moldamos o nosso " EU ".
Difícil passar pelo deserto, porém aprendemos a viver inteiramente sobre os cuidados de DEUS. escrito por
S.M.S ;07:04hrs dia claro, sol e promete ser um dia quente. 28/02/2015, sábado. fim de semana abençoado a todos. abraços fraterno
Acordei as 4:48hrs pensando em Isaias.
Isaias homem que viva segundo o coração de Deus,tanto que ele comentou muito a respeito da vinda do Messias; tendo condições de usufruir do bom e do melhor foi para o deserto onde se desfez de tudo e viveu por 3 anos nú e descalço e se alimentava do que lhe servia de alimento.(Isaias20:3)
Homem de fino requinte se viu em uma situação na qual ele não esperava, porém; em obediencia ao Senhor, ele se tornou durante tres longos anos um ser desprezível aos olhos da sociedade, mas não perdeu a esperança de que o povo viesse a reconhecer que as suas palavras eram verdadeiras e que se cumpririam.
Isaias foi tremendamente usado para advertir o povo sobre a vinda do MESSIAS, ele não se envergonhou da ordem que Deus lhe deu, apenas obedeceu com resignação.
Outros homens semelhante a Isaias também foram para o deserto e Deus não permitiu que nenhum desistisse da sua jornada no deserto, ao contrário Deus os abençoou grandemente e cumpriu tudo o que fora dito aos profetas.
Nos dias de hoje passamos por desertos tão pequenos que nos apavoramos e queremos resolver da nossa forma sem sequer saber a vontade de Deus em nossa vida, e colhemos os frutos amargos que mancha nossos dentes e deixa um gosto terrivel em nossa lingua, simplesmente por querer resolver as situações adversas que surgem em nosso deserto; não estando pronto para saber a verdadeira vontade de Deus. Analisando o deserto vejo que ele é um lugar desabitado, descampado, solitário, são raros seus frequentadores, é no deserto que refletmos sobre a nossa situação, um lugar de treinamento, lá onde o ESPÍRITO SANTO fala diretamente em seu coração, lá ELE molda a sua vida e é lá que ELE se manifesta em sua vida.
É no deserto que olhamos para cima e aprendemos esperar que virá o nosso socorro.
Assim foi com Isaias que ficou tres anos, Isaias 20:3; Elias, foi para o deserto e enfrentou ventos, terremoto, fogo e depois uma voz macia.(1Reis 19.11-12); Moisés ficou 40 anos no deserto; Jesus passou pelo deserto 40 dias o que representa uma vida inteira. É inevitavel passar pelo deserto, pois é nele e através dele que superamos o nosso egoismos e moldamos o nosso " EU ".
Difícil passar pelo deserto, porém aprendemos a viver inteiramente sobre os cuidados de DEUS. escrito por
S.M.S ;07:04hrs dia claro, sol e promete ser um dia quente. 28/02/2015, sábado. fim de semana abençoado a todos. abraços fraterno
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
O Desafio de romper limites
Uma das responsabilidades dos pais é estabelecer limites para os filhos. Durante a infância e adolescência, essa difícil tarefa representa a maior parte do que chamamos educação. Isto é feito por necessidade e até mesmo por medo. Ensinamos, desde cedo, que o filho não deve ir longe, porque os perigos são muitos. Não há como condenar tais atitudes dos educadores, pois muitas dessas orientações são pertinentes e indispensáveis. Ninguém pode viver sem limites. Entretanto, o que se observa, na idade adulta, é que as pessoas tornaram-se limitadas demais e precisam de estímulos para saírem do lugar.
É como a história daquele elefante de circo que foi amarrado a uma estaca quando era filhote. Puxou, debateu-se, feriu-se, mas não conseguiu se soltar. Finalmente, desistiu de tentar e, mesmo depois de adulto, a pequena estaca continua sendo suficiente para prendê-lo, ainda que a força do animal seja muito maior do que era no princípio. De fato, como disse o domador, ele desconhece sua capacidade. Nisto consiste a essência dos condicionamentos.
Um bom exemplo de determinação e progresso foi o do profeta Eliseu. Enquanto acompanhava Elias, ele foi aconselhado a ficar em alguma das cidades por onde passavam. Contudo, o discípulo estava determinado a continuar seguindo seu mestre. Por causa de sua perseverança, testemunhou o arrebatamento de Elias e recebeu porção dobrada do Espírito (2 Rs 2.1-15). Ficar no meio do caminho seria uma forma de limitar suas experiências e seu ministério. Semelhantemente, os discípulos que perseveraram em seguir a Cristo também testemunharam sua subida ao céu e receberam o Espírito Santo.
Isto nos faz pensar também na visão de Ezequiel (47.1-12), na qual o profeta foi conduzido ao rio que saía do templo. Não lhe seria suficiente contemplá-lo de longe ou permanecer às suas margens. Ele deveria entrar nas águas, deixar-se envolver e avançar dentro delas, alcançando profundidades cada vez maiores, até que precisasse nadar, por não ser possível prosseguir andando. Isto é ultrapassar os limites da razão e viver pela fé. É ir além das situações controláveis, confortáveis e previsíveis, mas sempre em obediência ao Senhor. Este é o desejo de Deus para nós. Precisamos ir mais longe nas nossas experiências com ele.
Lendo os evangelhos, percebemos que Jesus vivia rompendo limites. Ele foi além daquilo que dele se esperava, superando as tradições religiosas e a lei mosaica.
Cristo rompeu limites quando, aos 12 anos, discutiu com os doutores da lei (Lc 2.46). Contrariou as expectativas de todos, quando, ao invés de continuar no ofício de José, tornou-se pregador e Mestre (Mc 6.3). Foi além ao anunciar uma mensagem diferente dos rabinos de sua época. Escandalizou os discípulos, indo à cruz. Venceu o limite da morte, quando ressuscitou e subiu ao céu. Ele fez tudo isso sem pecar, sem ultrapassar a vontade do Pai. Este era seu único parâmetro.
Quando falamos a respeito das realizações de Jesus, algumas pessoas argumentam que ele fez tudo aquilo porque era Deus e nós, como meros humanos, não podemos imitá-lo. Entretanto, Cristo, além de romper limites, viveu ensinando os discípulos a fazerem o mesmo. Eles não morreriam na cruz para salvar o mundo, mas fariam obras semelhantes às que Jesus fez e outras maiores (João 14.12). Não estamos falando de ultrapassar os limites éticos que regem as nossas vidas (nem o limite do cheque especial ou do cartão de crédito) (nem o limite de velocidade no trânsito), mas de romper limitações desnecessárias, verdadeiras barreiras que impedem o nosso crescimento.
Quando Pedro perguntou se deveria perdoar seu irmão sete vezes, talvez pensando que seria grande virtude, Jesus disse que o perdão deveria ser concedido setenta vezes sete (MT 18.21-22). Essa passagem deve conduzir-nos à reflexão. A matemática de Jesus é diferente da nossa. O resultado que ele propõe é muito maior. Pedro propôs um número apenas. O Mestre acrescentou mais um para multiplicá-lo. Não sei se Pedro conseguiu fazer as contas, mas deve ter ficado surpreso com a resposta. O homem sem Jesus vai, talvez, até o número sete. Com Jesus podemos ir, se quisermos, aos 490, 4900 etc.
Fazemos pouco e achamos que é suficiente. Queremos ir até determinado ponto, mas Jesus quer nos levar além. Estamos satisfeitos com o que já realizamos, mas o Senhor deseja que façamos muito mais. Foi isso que ele mostrou aos discípulos, quando afirmou que a justiça deles deveria superar a dos escribas e fariseus (Mt 5.20). Podemos fazer um pouco mais (ou muito mais). Não devemos parar onde estamos, pois corremos o risco do retrocesso. Precisamos ir além dos limites que nós mesmos criamos, ou criaram para nós, e que agora servem para restringir nossa experiência espiritual.
Estamos limitados em nossas iniciativas de oração, jejum, leitura bíblica, estudo, evangelização e comunhão? Somos “econômicos” como Pedro? Tudo o que fazemos para Deus representa sementes que espalhamos.
“Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” (2Co 9.6).
Os resultados que obtemos em nossa vida espiritual são diretamente proporcionais aos limites que estabelecemos. A fonte é inesgotável, mas os nossos recipientes são muito pequenos.
Abraão sofria por não ter filhos e sonhava em ter apenas um. Então, Deus lhe disse: “Olha agora para o céu, e conta as estrelas, se as podes contar; e acrescentou-lhe: Assim será a tua descendência” (Gn 15.5). Precisamos olhar para cima e começar a perceber a grandeza do Deus a quem nós servimos.
Jesus ensinou, no sermão da montanha, o rompimento de muitos limites, de modo que os discípulos deveriam obedecer não apenas aos requisitos mínimos estabelecidos por Moisés, mas ir além, no sentido de agradarem a Deus de forma mais completa. Assim, além de não adulterarem, evitariam a má intenção e o olhar impuro (Mt 5.27-28). Além de não matarem, evitariam o ódio e as ofensas verbais (Mt 5.21-22). A obediência à lei seria pouco diante dos propósitos de Cristo.
“A qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mt.5.39-41).
Talvez pensemos em rompimento de limites como uma atitude de conquistas cada vez maiores. Está certo, mas existe também o aspecto de renúncias cada vez maiores, de acordo com o propósito de Deus e a experiência individual. Afinal, quem avança, deixa muitas coisas para trás. Renúncias e conquistas sempre estão ligadas. Não podemos ter o Egito e Canaã ao mesmo tempo.
Fazer apenas aquilo a que somos obrigados é pouco. Jesus disse que o servo que só faz o que foi mandado é inútil (Lc 17.10). Cumprir apenas a exigência e o costume é pouco. Precisamos ir além, no sentido de sermos melhores do que somos, vivendo como o atleta que sempre busca ultrapassar seu próprio recorde.
Desconfio que a vida cristã de muitas pessoas possa ser comparada a uma receita de bolo: uma colher de oração, duas xícaras de leitura bíblica, uma pitada de fé, um culto por semana, uma ceia por mês. Penso que estamos sendo econômicos demais, quando não deveríamos ser.
Criamos muitas restrições: Vou ao culto, mas não ao monte. Evangelizo na praça, mas não entro em hospitais. Leio os salmos, mas não leio Apocalipse. Oro por enfermos, mas não expulso demônios. Assim, evitamos o conhecimento e maiores experiências com Deus. Não estamos tratando de obrigações, mas de ir além delas.
O apóstolo Paulo também queria que os irmãos fossem além do que já haviam conquistado. Nesse sentido, escreveu aos coríntios: “O que fala em língua, ore para que a possa interpretar” (1Co 14.13). É preciso avançar.
Nenhum de nós poderá fazer tudo sozinho, pois os membros do corpo são muitos e cada um tem sua função. Entretanto podemos fazer mais, dentro da nossa área de atuação. Os mais dedicados e versáteis serão como as mãos, que podem fazer inúmeras coisas. Os mais especializados serão como os olhos, que fazem uma coisa só, mas que o façam com excelência.
Em suas últimas palavras aos discípulos, Jesus os estimulou novamente ao rompimento dos limites ao dizer:
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. (At 1.8).
O projeto de Cristo é ambicioso (no bom sentido). Se somos seus discípulos, precisamos acompanhá-lo, rompendo fronteiras e barreiras para levar a muitos a boa palavra de Deus.
“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse seja glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém” (Ef 3.20-21)
:: Por Anísio Renato de AndradeBacharel em Teologiawww.anisiorenato.com
Colaborador do portal Lagoinha.com
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Amigos, não tenham dúvidas quanto as promessas de Deus em sua vida, quando ele diz que fará, tenha certeza assim será feito. Tenho vivido da fé, pela fé e com a fé; lutas ? eu te pergunto, quantas? não sei só sei que quantas vieram passaram...sonhos que sonhei e não dividi com ninguém pois não aconteceram, gritos em silêncio, dores que rasgaram a alma, solidão, desprezo, amarguras, prisões que sucederam dentro do meu eu, encarcerando-me... e quando pensei que tudo chegava ao fim, novas afrontas vieram e me atordoaram, tive meu corpo em pedaços, minha alma enegrecida e meu coração despedaçado, tive fome meu estômago doia, senti frio, muito frio sentia minha carne gelada, tive medo, medo do medo imaginável que minha mente incansavelmente criava imagens inexistente, porém existentes, apavorantes,bruxuleantes; gemi, gritei, o silêncio ouviu, porém não respondeu - me, enfim... A morte atroz quis me emburrecer de tal maneira que acreditei em suas promessas, meus pés sangraram a tal ponto que misturam terra, sangue e lama em uma pasta só; vivi nua e por muito tempo arrastei-me carregando um fardo enorme e pesado sobre os meus ombros onde estava depositado toda a minha dor lamacenta e discriminatória onde a sociedade sem dó era o meu juiz, chorei, gritei, esperneei e olhei dentro de mim mesmo e vi um grande espelho que refletia o meu eu amargurado, tremendo,açoitado, pelo açoite da própria vida, tendo o reflexo como companheiro vivi por muito tempo assim, sendo julgada, escravizada, condenada; foi através dele (o reflexo), que notei minha nudez. Despogei-me da vida...do mundo...derramarei lágrimas de desengano... disse então que este mundo é insano, nada mais quero, nada mais sinto, nada mais vivo, olhei, com os olhos inchados de tanto chorar e disse: " Será que estou vendo algo ou apenas a essência de meus sonhos me fazem aqui estar".
Curvada com o excesso do peso sobre os meus ombros, dobrei meus joelhos pois estava diante da cruz, lancei aquele pesado fardo e me libertei de todas as dores do mundo e sonhei... o sonho mais lindo que pude sonhar... enfim estava livre... livre... livre...simplesmente... livre....
Curvada com o excesso do peso sobre os meus ombros, dobrei meus joelhos pois estava diante da cruz, lancei aquele pesado fardo e me libertei de todas as dores do mundo e sonhei... o sonho mais lindo que pude sonhar... enfim estava livre... livre... livre...simplesmente... livre....
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